30 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
82% dos idosos de São Paulo já foram alvo de golpe virtual: a aula que a sua mãe precisa
- Segurança
- Golpes
- Idosos
- Celular
Uma pesquisa da Fundação Seade, que ouviu 14 mil pessoas no estado de São Paulo entre julho e setembro de 2025, chegou a um número que resume o tamanho do problema: 82% dos idosos já sofreram alguma tentativa de golpe virtual — por mensagem, e-mail ou ligação fraudulenta.
Não é só tentativa que vira prejuízo. 12% dos idosos entrevistados tiveram conta bancária aberta ou empréstimo contratado em nome deles sem autorização. Outros 26% relataram compra on-line fraudulenta — o produto que nunca chegou, cobrado no cartão de alguém que só queria aproveitar uma promoção.
O medo é maior do que a exposição
Tem um dado da mesma pesquisa que explica por que tanto idoso evita o celular além do WhatsApp: 68% dizem se sentir vulneráveis a golpe on-line, um índice bem acima da média geral da população.
Faz sentido. Quem nunca teve uma aula de como reconhecer um golpe vive o mundo digital com medo em vez de controle — e o medo faz a pessoa evitar aprender o resto também: fazer um Pix, acessar o aplicativo do banco, conversar por vídeo com o neto.
O curioso é que a faixa de 45 a 59 anos tem exposição ainda maior (92%). O golpe não escolhe por idade. O que muda é quem tem alguém por perto para explicar o que aconteceu — e o idoso, muitas vezes, não tem.
Dois projetos de lei, ainda sem data
Tramitam no Congresso dois projetos voltados exatamente para esse buraco: o 60digital (PL 3776/25, aprovado na CCJ da Câmara), que cria um programa nacional de oficinas tecnológicas gratuitas para idosos, e o Conecta 60+ (PL 353/26), que propõe uma política nacional de inclusão e letramento digital para idosos, com curso presencial e a distância e campanha contra golpe on-line.
Os dois ainda tramitam — sem data para virar lei, sem data para chegar a Morungaba. Enquanto isso, o golpe não espera.
O que resolve isso, de verdade
Não é um vídeo de três minutos no YouTube, nem um filho explicando correndo num domingo. É sentar, no ritmo da pessoa, e aprender o computador e o celular do começo — o que é cada tela, por que aquele link pedindo para “confirmar seus dados” não é do banco, por que a ligação dizendo que é da operadora de cartão não deveria pedir a senha.
É esse o motivo de o curso de Informática Tradicional aqui na Micromídia existir do jeito que existe: começa em ligar o computador, sem pular etapa, no ritmo de quem nunca usou. Para quem já tem prática com o aparelho e quer fechar especificamente a parte de golpe, senha e Pix seguro, o módulo de segurança do curso de Internet cobre isso direto.
Para quem quer um resumo pra deixar colado perto do computador dos pais, com os sinais de golpe no WhatsApp e no Pix: WhatsApp e Pix Seguros, R$ 15, em PDF.
Na Micromídia, as turmas são presenciais aqui em Morungaba, desde 1995, ou individuais on-line no horário de quem está aprendendo. Leve a sua mãe — ou o seu pai — numa aula, antes que a próxima mensagem suspeita chegue sozinha na tela dele.
Os cursos que este artigo cita
Quer aprender isso direito?
O curso completo da casa: do ligar o computador ao Excel avançado. Presencial em Morungaba ou on-line, com início imediato e turmas de até 12 alunos.