13 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
O Brasil criou só 58 mil vagas em julho, o pior julho desde 2020 — onde ainda tem contratação e como o seu currículo passa na frente
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Em 28 de agosto o Ministério do Trabalho divulgou o Caged de julho, e o número assustou: o Brasil abriu 58.568 vagas com carteira assinada no mês. É o saldo entre quem foi contratado e quem foi desligado.
Parece bastante, até olhar a comparação. Em julho de 2025 tinham sido 133.932. A queda foi de 56,3% — menos da metade. E é o julho mais fraco desde 2020, quando começou a série atual do Caged.
No acumulado de janeiro a julho, o país criou 972.203 vagas, contra 1.229.107 no mesmo período do ano passado. A explicação oficial é conhecida: juro alto e economia desacelerando.
Traduzindo para quem está procurando emprego: tem vaga, mas tem menos — e cada uma está mais disputada.
Onde ainda tem contratação
Quatro dos cinco grandes setores fecharam julho no positivo:
| Setor | Saldo em julho |
|---|---|
| Serviços | +24.098 |
| Construção civil | +12.691 |
| Agropecuária | +12.523 |
| Indústria | +11.315 |
| Comércio | −8.114 |
O comércio foi o único que mais demitiu do que contratou. Serviços — escritórios, logística, saúde, atendimento, tecnologia — seguiu puxando.
E há um dado que interessa diretamente a quem mora aqui: São Paulo foi o estado que mais gerou vagas no mês, com +17.814, bem à frente de Mato Grosso (+5.766) e Minas Gerais (+5.199).
O que muda quando a vaga fica escassa
Quando sobra vaga, a empresa contrata quem aparece. Quando falta, ela escolhe — e escolher dá trabalho. Por isso, cada vez mais, o primeiro filtro não é uma pessoa: é um sistema que lê os currículos recebidos e separa os que batem com a descrição da vaga.
Na prática, isso significa que um bom profissional pode ser descartado antes de alguém ler o nome dele, só porque o currículo não conversa com o anúncio.
Cinco ajustes que fazem o currículo passar
1. Use as palavras do anúncio. Se a vaga pede “controle de estoque”, escreva “controle de estoque” — não “organização de mercadorias”. O filtro procura o termo, não o sinônimo.
2. Um currículo para cada tipo de vaga. O mesmo arquivo mandado para auxiliar administrativo e para vendedor serve mal para os dois. Guarde uma versão base e ajuste o resumo e as experiências a cada candidatura.
3. Formato simples. Tabela, coluna dupla, foto de fundo e texto dentro de imagem atrapalham a leitura automática. Documento de texto limpo, títulos claros (“Experiência”, “Formação”, “Cursos”), salvo em PDF.
4. Resultado no lugar de tarefa. “Atendia clientes” diz pouco. “Atendia cerca de 40 clientes por dia no balcão e no WhatsApp” diz o tamanho do que você fazia. Use o seu número real — nunca invente.
5. Informática não é detalhe. Planilha, sistema de gestão, e-mail, pacote Office. Em serviços, o setor que mais contratou, isso aparece em quase todo anúncio — e quem escreve só “informática básica” perde para quem diz o que sabe fazer.
Se você está no comércio
O comércio fechar vaga não quer dizer que a experiência de loja não vale. Atendimento, caixa, estoque e venda são exatamente o que serviços, logística e escritório procuram — só precisam ser escritos com o nome que esses setores usam.
Quem trabalhou em balcão tem atendimento ao cliente. Quem cuidou de reposição tem controle de estoque. Quem fechou caixa tem conferência financeira. A experiência é a mesma; o que muda é a palavra no currículo.
Na Micromídia, o curso Meu Novo Emprego trabalha exatamente isso: currículo que passa pela triagem, sites de vaga, entrevista e as perguntas difíceis. Para quem quer migrar para os setores que estão contratando, o Técnicas de Administração com Logística e o Informática Tradicional dão a base que aparece nos anúncios. As aulas são presenciais, aqui na Rua Rodrigues Leme, 291.
Os cursos que este artigo cita
Meu Novo Emprego
Currículo, entrevista e recolocação.
Técnicas de Administração com Logística
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